segunda-feira, 31 de março de 2025

Família Rampanelli - Capítulo XXXIV - Colônia Guaporé - Parte 1 - Família Rampanelli em Dois Lajeados - RS

 

De Colônia Deodorópolis à Dois Lajeados

                        A primitiva área territorial desse município constituiu a colônia particular denominada Deodorópolis (1908) que pertencia ao Desembargador Trajano Viriato de Medeiros e de sua esposa Cândida Sabóia Viriato de Medeiros, que passaram a comercializar as terras férteis, o que atraiu imigrantes, principalmente os filhos de imigrantes residentes nas Colônias de Imigração de Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Veranópolis, Garibaldi e de outros lugares da região que vieram a Deodorópolis para se dedicarem principalmente  a agricultura.

                        A Colônia Deodorópolis, hoje município e cidade de Dois Lajeados teve o nome atribuído a existência de um córrego com duas nascentes, uma a nordeste e outra a sul da sede do Distrito. Ambas as nascentes receberam o nome de Lajeado e inspiraram o nome do distrito e depois do município.  As nascentes do arroio dois lajeados, lugar de descanso de carreteiros, viajantes e respectivos animais de carga ou tração, que passavam pelo lugar com produtos coloniais, em direção ao Porto de Muçum para serem embarcados em barcaças e transportados pelo rio Taquari até Porto Alegre.

  Imagem 1: Antiga casa de pouso (casa de pasto) dos carreteiros, que na época pertencia a família Dalmas. Imagem 2: Esse Galpão ainda existe, deve estar com mais de 100 anos, está resistindo ao tempo, fazia parte dessa casa de pouso dos carreteiros, aqui era onde as mulas descansavam e na parte de cima onde era guardado o feno para a alimentação delas. Imagem: Fabio Dalmás - Facebook

            Os primeiros moradores da Vila de Dois Lajeados foram Fiorelo Antônio Trentin, que chegou por volta de 1907;  Eduardo Franciosi, 1912; Angelo Bacchi, 1914; Carlo Consoli, 1914; Ernesto Luzzi, 1914; Francisco Pasini, 1914; Luiz Cenci, 1915; Vitório Brandini, 1915; Antonio Ogliari, 1916; Giácomo Ogliari, 1916; Isidoro Rampanelli, 1916; Theodorico Ronchetti, 1916; Antonio Stello, 1917; Francisco Consoli, 1917; Rodolfo Ronchetti, 1917. A Mitra Arquidiocesana adquiriu terras destinadas ao Cemitério em 1910 e outras, para a futura Igreja e demais serventias, em 1917; Luiz Zigioli, 1917; Paulo Ogliari, 1918, Francisco Scartezzini, 1919 e outros.

            O Distrito foi criado com a denominação de Dois Lajeados, pelo ato municipal nº 6, de 24-11-1922, subordinado ao município de Guaporé.

Distrito de Dois Lajeados no final dos anos 1930.

            Carlo Costante Rampanelli e sua família deixaram a cidade de Bento Gonçalves no início do século XX, no ano de 1900, um ano após o falecimento de seu pai Giuseppe Rampanelli(1827-1899) e dois anos após o seu casamento em 1898 com Catherina Bonatto. Seu destino foi a Colônia Guaporé, onde comprou e fixou residência num lote na Linha Visconde de Saboia da antiga Colônia Deodorópolis, hoje, município de Dois Lajeados, onde nasceu sua primeira filha, ANGELA LUIZA RAMPANELLI em 14 de setembro de 1900.

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