De Colônia Deodorópolis à Dois Lajeados
A
primitiva área territorial desse município constituiu a colônia particular
denominada Deodorópolis (1908) que pertencia ao Desembargador Trajano Viriato
de Medeiros e de sua esposa Cândida Sabóia Viriato de Medeiros, que passaram a
comercializar as terras férteis, o que atraiu imigrantes, principalmente os
filhos de imigrantes residentes nas Colônias de Imigração de Bento Gonçalves,
Caxias do Sul, Veranópolis, Garibaldi e de outros lugares da região que vieram
a Deodorópolis para se dedicarem principalmente
a agricultura.
A
Colônia Deodorópolis, hoje município e cidade de Dois Lajeados teve o nome
atribuído a existência de um córrego com duas nascentes, uma a nordeste e outra
a sul da sede do Distrito. Ambas as nascentes receberam o nome de Lajeado e inspiraram
o nome do distrito e depois do município.
As nascentes do arroio dois lajeados, lugar de descanso de carreteiros,
viajantes e respectivos animais de carga ou tração, que passavam pelo lugar com
produtos coloniais, em direção ao Porto de Muçum para serem embarcados em
barcaças e transportados pelo rio Taquari até Porto Alegre.
Os
primeiros moradores da Vila de Dois Lajeados foram Fiorelo Antônio Trentin, que
chegou por volta de 1907; Eduardo
Franciosi, 1912; Angelo Bacchi, 1914; Carlo Consoli, 1914; Ernesto Luzzi, 1914;
Francisco Pasini, 1914; Luiz Cenci, 1915; Vitório Brandini, 1915; Antonio
Ogliari, 1916; Giácomo Ogliari, 1916; Isidoro Rampanelli, 1916; Theodorico
Ronchetti, 1916; Antonio Stello, 1917; Francisco Consoli, 1917; Rodolfo
Ronchetti, 1917. A Mitra Arquidiocesana adquiriu terras destinadas ao Cemitério
em 1910 e outras, para a futura Igreja e demais serventias, em 1917; Luiz
Zigioli, 1917; Paulo Ogliari, 1918, Francisco Scartezzini, 1919 e outros.
O
Distrito foi criado com a denominação de Dois Lajeados, pelo ato municipal nº
6, de 24-11-1922, subordinado ao município de Guaporé.
Carlo
Costante Rampanelli e sua família deixaram a cidade de Bento Gonçalves no
início do século XX, no ano de 1900, um ano após o falecimento de seu pai
Giuseppe Rampanelli(1827-1899) e dois anos após o seu casamento em 1898 com
Catherina Bonatto. Seu destino foi a Colônia Guaporé, onde comprou e fixou
residência num lote na Linha Visconde de Saboia da antiga Colônia Deodorópolis,
hoje, município de Dois Lajeados, onde nasceu sua primeira filha, ANGELA LUIZA
RAMPANELLI em 14 de setembro de 1900.
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