domingo, 30 de março de 2025

Família Rampanelli - Capítulo XXXIII - A Família Rampanelli em Vespasiano Corrêa - RS

 

De Picada Boa Esperança à Vespasiano Corrêa

                        A colonização de Vespasiano Corrêa iniciou-se em 1888 tendo sido praticamente a última região colonizada por imigrantes vindos diretamente da Itália, ou através das colônias italianas de Garibaldi, Bento Gonçalves, Caxias do Sul e Veranópolis, além das famílias de origem francesa e polonesa.

                        A Picada Boa Esperança foi datada de 1896. Nesse mesmo ano o Doutor Borges de Medeiros a designou de Nova Esperança. Nenhuma dessas denominações prevaleceu, pois o povoado formou-se sob o topônimo de "Esperança", até 1907, quando foi criado o 4º distrito de Guaporé. O designativo de "Dr." também não vigorou. Permaneceu, unicamente, "Vespasiano Corrêa" até a presente data. 

                         O Município foi criado através de lei estadual nº 10.663/95, de 28 de dezembro de 1995.

Vespasiano Corrêa em 1916, 4º Distrito de Guaporé (RS)

               
      O nome foi uma homenagem ao Engenheiro e Intendente "Dr. Vespasiano Côrrea", que realizou grandes trabalhos pela comunidade local. Vespasiano foi chefe da comissão de terras e colonização, com sede em Guaporé e 1º Intendente daquele município. Era filho de José Corrêa e Maria Carolina Corrêa, nasceu em 1871 e teve três irmãos. Formou-se em Engenharia no Rio de Janeiro e casou-se com Serafina Corrêa na cidade de Rio Grande. A partir de 1892, Vespasiano Corrêa chefiou a Comissão de terras e colonização, por ser uma pessoa de confiança de Borges de Medeiros.



Imagem: Vespasiano Rodrigues Corrêa . 

 


A Família Rampanelli em Vespasiano Corrêa

            O filho mais velho de Giuseppe e Ângela, Luigi Giacomo Salvatore Rampanelli, residiu com sua família em Vespasiano Corrêa, seu filho José Antônio Rampanelli casou neste distrito de Guaporé, conforme transcrição de certidão de casamento:

"Em 22 de Julho de 1916  contraíram matrimônio JOSÉ ANTÔNIO RAMPANELLI E THEREZA CARTELLI, ambos solteiros, naturais do estado do Rio Grande do Sul. Ele com 24 anos de idade, de profissão lavrador, filho de Luigi Giacomo Salvatore Rampanelli e Costança Pozza. Ela com 19 anos de idade, de profissão doméstica, filha de Luiz Cartelli e de Ângela Zanoni, ambos os nubentes residentes e domiciliados no Distrito de Vespasiano Corrêa, então 4º distrito de Guaporé (RS), hoje município de Vespasiano Corrêa, conforme registro encontrado na Comarca de Encantado”.

Na imagem: Luigi Giacomo Salvatore Rampanelli e sua esposa Costanza Pozza, o filho José Antônio Rampanelli e sua nora Thereza Cartelli, as netas Maria Guerina e Rozina Rampanelli. Anos 1920.

 

 

           


                                     Uma homenagem

            O outro filho de Luigi, Carlos Rampanelli numa homenagem ao Engenheiro ou ao distrito, colocou num dos filhos o nome de Vespasiano Corrêa Rampanelli.


Na imagem: Vespasiano Corrêa Rampanelli, filho de Carlos Rampanelli e Rosa Passini (Rozina), faleceu em São Leopoldo em 14.06.2017, com 85 anos de idade.



            Muitas famílias que se uniram através de casamentos com membros da família Rampanelli, como foi o caso de Maria Aschidamini, filha de Máximo Aschidamini e de Elizabetha Zerbielli, a mãe  e os avós deste autor,  que casou com Leonildo Rampanelli, também nasceram e viveram no distrito de Vespasiano Corrêa.

Os filhos de Máximo Aschidamini e Elizabetha Zerbielli, a mãe deste autor, Maria Aschidamini Rampanelli é  a quarta de pé, da esquerda para a direita em sua residência em Vespasiano Corrêa.

Avós maternos do autor. Elizabeta Zerbielli e Maximo Aschidamini, filhos de imigrantes italianos que se fixaram na Picada Boa Esperança, atual Vespasiano Corrêa, com lote de terras na Linha Visconde de Saboiá. Anos depois se mudaram para a Linha 11, atual Serafina Corrês. Eram os pais de Maria Aschidamini Rampanelli (fotos a seguir).

Maria Aschidamini Rampanelli visita a terra onde nasceu

Maria Aschidamini Rampanelli retornando as terras onde nasceu, viveu e trabalhou na Linha Esperança, atual Vespesiano Corrêa. Relembrando as atividades que realizou durante boa parte de sua vida.

            Também a família Vigne,  que veio do Vêneto Itália em 1889, fixando  residência  em Esperança, atual  Vespasiano Corrêa, e por aqui viveram por muitos anos, se uniu com a família Rampanelli, por casamentos, em duas oportunidades. As irmãs Vigne, filhas de  Francisco Vigne e de Rosa Fachinetto,  Lidovina Vigne casou com Emilio Rampanelli, filho de Isidoro Giulio Rampanelli e Ema Golin e tiveram os filhos Antonio e Luis Mário Rampanelli. Já a irmã Dometila Vigne casou com Luigi Giuseppe Rampanelli Zangrande, filho de Jeronymo Zangrande e Giuditta Rampanelli  e tiveram os filhos, Anir, Terezinha, Abrelino, Maria, Lúcia, Pedro, Noemi, Arilde, Antonio e Gema Maria Vigne Zangrande.

Francisco Vigne e suas filhas. Dometilla Vigne, de casaco xadrez ao lado esquerdo do pai, casou com Luigi Giuseppe Rampanelli Zangrande, filho de Jeronymo Zangrande e de Giuditta Rampanelli.

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