De
Picada Boa Esperança à Vespasiano Corrêa
A colonização de Vespasiano Corrêa iniciou-se
em 1888 tendo sido praticamente a
última região colonizada por imigrantes vindos diretamente da Itália, ou através
das colônias italianas de Garibaldi, Bento Gonçalves, Caxias do Sul e
Veranópolis, além das famílias de origem francesa e polonesa.
A Picada Boa Esperança foi datada de
1896. Nesse mesmo ano o Doutor Borges de Medeiros a designou de Nova Esperança.
Nenhuma dessas denominações prevaleceu,
pois o povoado formou-se sob o topônimo de "Esperança", até 1907,
quando foi criado o 4º distrito de Guaporé. O designativo de "Dr."
também não vigorou. Permaneceu, unicamente, "Vespasiano Corrêa" até a
presente data.
O Município foi criado através de lei estadual nº 10.663/95, de 28 de
dezembro de 1995.
Imagem:
Vespasiano Rodrigues Corrêa .
A
Família Rampanelli em Vespasiano Corrêa
O filho mais velho de Giuseppe e Ângela, Luigi Giacomo Salvatore Rampanelli, residiu com sua família em Vespasiano Corrêa, seu filho José Antônio Rampanelli casou neste distrito de Guaporé, conforme transcrição de certidão de casamento:
"Em 22 de Julho de 1916 contraíram matrimônio JOSÉ ANTÔNIO RAMPANELLI E THEREZA CARTELLI, ambos solteiros, naturais do estado do Rio Grande do Sul. Ele com 24 anos de idade, de profissão lavrador, filho de Luigi Giacomo Salvatore Rampanelli e Costança Pozza. Ela com 19 anos de idade, de profissão doméstica, filha de Luiz Cartelli e de Ângela Zanoni, ambos os nubentes residentes e domiciliados no Distrito de Vespasiano Corrêa, então 4º distrito de Guaporé (RS), hoje município de Vespasiano Corrêa, conforme registro encontrado na Comarca de Encantado”.
Na imagem: Luigi Giacomo Salvatore
Rampanelli e sua esposa Costanza Pozza, o filho José Antônio Rampanelli e sua
nora Thereza Cartelli, as netas Maria Guerina e Rozina Rampanelli. Anos 1920.
Uma homenagem
O outro filho de Luigi, Carlos
Rampanelli numa homenagem ao Engenheiro ou ao distrito, colocou num dos filhos
o nome de Vespasiano Corrêa Rampanelli.
Na
imagem: Vespasiano Corrêa Rampanelli, filho de Carlos Rampanelli e Rosa Passini
(Rozina), faleceu em São Leopoldo em 14.06.2017, com 85 anos de idade.
Muitas
famílias que se uniram através de casamentos com membros da família Rampanelli,
como foi o caso de Maria Aschidamini, filha de Máximo Aschidamini e de
Elizabetha Zerbielli, a mãe e os avós
deste autor, que casou com Leonildo
Rampanelli, também nasceram e viveram no distrito de Vespasiano Corrêa.
Maria Aschidamini Rampanelli
visita a terra onde nasceu
Também
a família Vigne, que veio do Vêneto
Itália em 1889, fixando residência em Esperança, atual Vespasiano Corrêa, e por aqui viveram por
muitos anos, se uniu com a família Rampanelli, por casamentos, em duas
oportunidades. As irmãs Vigne, filhas de
Francisco Vigne e de Rosa Fachinetto,
Lidovina Vigne casou com Emilio Rampanelli, filho de Isidoro Giulio
Rampanelli e Ema Golin e tiveram os filhos Antonio e Luis Mário Rampanelli. Já
a irmã Dometila Vigne casou com Luigi Giuseppe Rampanelli Zangrande, filho de
Jeronymo Zangrande e Giuditta Rampanelli
e tiveram os filhos, Anir, Terezinha, Abrelino, Maria, Lúcia, Pedro,
Noemi, Arilde, Antonio e Gema Maria Vigne Zangrande.
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