De Bento Gonçalves à Colônia Guaporé
Com
o passar dos anos outras colônias foram se formando, entre elas a colônia
Guaporé. Esta nova colônia foi formada a partir da imigração externa e interna,
recebendo tanto imigrantes procedentes da Itália, quanto descendentes nascidos
na Região Colonial Italiana (RCI).
A
Colônia Guaporé foi instalada oficialmente em 1892, em terras que pertenciam aos
municípios de Lajeado e Passo Fundo, sendo seu Diretor o Engenheiro José
Montauri de Aguiar Leitão, que designou para limitar e lotear as terras o
também Engenheiro Vespasiano Rodrigues Corrêa, que demarcou cinco mil lotes com
tamanhos entre 25 e 30 hectares. Esses lotes receberam os primeiros migrantes
procedentes das colônias antigas de Dona Isabel, Conde D’Eu,
Alfredo Chaves e Campos dos Bugres.
A
Colônia Guaporé foi dividida em 22 linhas. A linha era um caminho estreito,
traçado no meio da floresta virgem, através de todos os acidentes geográficos
do terreno. Cada linha tinha em média uma extensão de seis a sete quilômetros.
Foram nas linhas que os imigrantes organizaram sua vida social e religiosa,
construíram suas casas à beira da linha
dos dois lados da estrada, uma casa sucedia a outra, evitando assim o
isolamento.
Já
em 1896, com apenas 4 anos a Colônia Guaporé contava com cerca de 7 mil
habitantes, maioria de italianos, incluindo também alguns alemães, poleneses,
russos e austríacos.
Ao
longo dos anos, essas linhas foram se transformando em distritos,
posteriormente deixaram de pertencer a Guaporé e viraram vários municípios do
estado do Rio Grande do Sul. O primeiro distrito a se empancipar foi Marau em
1954, depois se emanciparam na ordem cronológica Casca em 1954, Muçum em 1959,
Serafina Corrêa em 1960, Dois Lajeados em 1987, São Domingos do Sul em 1987,
Vanini em 1987, Vila Maria em 1988, Montauri em 1988, União da Serra em 1992,
São Valentim do Sul em 1992, Santo Antônio do Palma, 1992 e Vespasiano Corrêa
em 1995.
A
maioria da família Rampanelli se instalou na Colônia Guaporé, todos os seis
filhos de Giuseppe e Angela, em momentos diferentes, residiram na Colônia
Guaporé. Luigi e sua família viveram na Picada Boa Esperança, depois Linha
Esperança, atual Vespasiano Corrêa. As famílias de Carlo, Isidoro, Giovanni e
Giuditta viveram na Colônia Deoderopolis, atual Dois Lajeados e a família de
Pietro Giovanni viveu em Pinhal Alto, atual São Valentim do Sul. A segunda
geração da família Rampanelli não residiu na sede da Colônia Guaporé, hoje a cidade de Guaporé, membros de gerações posteriores residiram e
ainda residem na cidade de Guaporé-RS.
Segundo recenseamento de estabelecimentos rurais realizado no Brasil em 01 de setembro de 1920, pela Directoria Geral de Estatística do Ministério da Agricultura, Industria e Commercio, volume II, onde consta a relação dos proprietários de estabelecimentos rurais do Estado do Rio Grande do Sul, Carlo Costante Rampanelli (p.147) era proprietário de um lote de terras na Linha Visconde de Saboia, Isidoro Rampanelli (p. 146) na Linha Borges de Medeiros e Giovanni Rampanelli (p. 149 ) na Linha 1º de Março do Distrito de Dois Lajeados na Colônia de Guaporé.
Nenhum comentário:
Postar um comentário