sexta-feira, 28 de março de 2025

Família Rampanelli - Histórias da Família 15 - Vidas marcadas pelo Rio das Antas - Os quatro casamentos entre Famílias Rampanelli x Moro

 

Família Rampanelli - Vidas marcadas pelo Rio das Antas

                        Como já escrito em capítulo anterior, os filhos de Giuseppe e Angela, Pietro Rampanelli e Giovanni Rampanelli, tinham as suas terras junto ao Rio das Antas, bem próximo do Passo do Governo, local onde eram montadas e partiam as balsas para Porto Alegre. Nossa pesquisa não encontrou registros se eles trabalharam como balseiros, mas acreditamos que possivelmente sim, pois o local era muito isolado e de vida difícil, talvez a necessidade os tenha em algum momento feito trabalhar como balseiros.

Família Rampanelli X Família Moro

                        Ao imigrar, nossos antepassados se deram de uma só vez o direito da ameaça do desconhecido, da aventura, da coragem e a possibilidade do fracasso e até da morte.

                        Também residiam as margens do Rio das Antas, no Passo do Governo, vizinhos das terras de Pietro e Giovanni Rampanelli, a família de Andréa Moro, casado com Thereza Gasparetto, ambos nascidos na Itália.


Os quatro casamentos entre as famílias Rampanelli x Moro
 
                            A vizinhança entre as famílias Rampanelli e Morro, proporcionou quatro casamentos entre os filhos de Pietro Rampanelli e Andréa Moro. Estas duas famílias tiveram a vida marcada pelo rio, tanto para unir as duas famílias, através dos casamentos entre José, Antônio, Tereza  e Gentilia Rampanelli com Dircha, Lucia, Antônio e Vitório Moro, como pela  tragédia que  também marcou a vida das duas famílias.


                             Andréa Moro, faleceu afogado no rio das Antas no dia 26 de janeiro de 1911, com 46 anos de idade. Na sua certidão de óbito, emitida pelo Cartório de Bento Gonçalves consta que decorridos uma semana após seu desaparecimento no Rio das Antas, seu corpo não tinha sido encontrado.

  Andréa Moro e Tereza Gasparetto.     Acervo familiar.

 


                        Nossa pesquisa não conseguiu informações se o afogamento de André Moro tenha se dado em função do trabalho como balseiro, mas é uma opção a não ser descartada, já que muitas pessoas do lugar tinham seu sustento com o trabalho que o Rio das Antas lhes proporcionava.




 

                        Nos percursos futuros das famílias Rampanelli e Moro, mais uma vez um rio marcará suas trajetórias de vida, agora o Rio Uruguai, na fronteira do Rio Grande do Sul com Santa Catarina. Segundo Darci Rampanelli, seu primo Rodolfo Rampanelli Moro, filho de Antonio Moro e de Tereza Rampanelli, neto de Andréa e Pietro, foi barqueiro/balseiro no Rio Uruguai, no porto de Goio-En, na cidade de Chapecó no estado de Santa Catarina. Portanto, as histórias das balsas e dos balseiros, como no  Rio das Antas, se repete no Rio Uruguai e mais uma vez a família Rampanelli faz parte dela.



 






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