Família Rampanelli - Vidas marcadas pelo Rio das Antas
Como já escrito em capítulo anterior, os filhos de Giuseppe e Angela, Pietro Rampanelli e Giovanni Rampanelli, tinham as suas terras junto ao Rio das Antas, bem próximo do Passo do Governo, local onde eram montadas e partiam as balsas para Porto Alegre. Nossa pesquisa não encontrou registros se eles trabalharam como balseiros, mas acreditamos que possivelmente sim, pois o local era muito isolado e de vida difícil, talvez a necessidade os tenha em algum momento feito trabalhar como balseiros.
Família Rampanelli X Família Moro
Ao imigrar, nossos antepassados se deram de uma só vez o direito da ameaça do desconhecido, da aventura, da coragem e a possibilidade do fracasso e até da morte.
Também residiam as margens do Rio das Antas, no Passo do Governo, vizinhos das terras de Pietro e Giovanni Rampanelli, a família de Andréa Moro, casado com Thereza Gasparetto, ambos nascidos na Itália.
Andréa Moro e Tereza Gasparetto. Acervo familiar.
Nossa pesquisa não conseguiu informações se o afogamento de André Moro tenha se dado em função do trabalho como balseiro, mas é uma opção a não ser descartada, já que muitas pessoas do lugar tinham seu sustento com o trabalho que o Rio das Antas lhes proporcionava.
Nos percursos futuros das famílias Rampanelli e Moro, mais uma vez um rio marcará suas trajetórias de vida, agora o Rio Uruguai, na fronteira do Rio Grande do Sul com Santa Catarina. Segundo Darci Rampanelli, seu primo Rodolfo Rampanelli Moro, filho de Antonio Moro e de Tereza Rampanelli, neto de Andréa e Pietro, foi barqueiro/balseiro no Rio Uruguai, no porto de Goio-En, na cidade de Chapecó no estado de Santa Catarina. Portanto, as histórias das balsas e dos balseiros, como no Rio das Antas, se repete no Rio Uruguai e mais uma vez a família Rampanelli faz parte dela.
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